Força-tarefa de combate à dengue irá vistoriar nove mil residências e estabelecimentos comerciais do Parque Amazônia

10 de abril de 2026 às 08:11

Equipe, composta por 70 profissionais, irá realizar a abertura compulsória de locais abandonados, pulverização de inseticidas com bombas costais e nebulização com ultra baixo volume em áreas abertas

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou o combate à dengue no Parque Amazônia, em Goiânia. Nesta quinta-feira (9/4), em um dos imóveis vistoriados durante a ação, que estava abandonado, a equipe encontrou um foco do mosquito.

“Nesse caso, a gente entra, identifica o problema e já realiza a eliminação. Quando não é possível retirar a água, fazemos o tratamento no local”, detalha o agente de combate a endemias Túlio Saeta Reis. Ele ressalta que, na maioria das vezes, o trabalho é bem recebido. “Mais de 99% das pessoas aceitam a nossa entrada. A receptividade é muito boa”, frisa.

Com o aumento de casos no bairro, a força-tarefa da Prefeitura tem nas visitas domiciliares sua principal estratégia, levando agentes de combate a endemias diretamente aos imóveis para identificar e eliminar focos do mosquito Aedes aegypti. O setor soma 132 casos confirmados de dengue em 2026 e, e em toda a capital, são 9.830 registros nas 13 primeiras semanas do ano

A ação mobiliza cerca de 70 profissionais, que vão percorrer cerca de nove mil residências e estabelecimentos comerciais da região em busca de água parada, criadouros e possíveis riscos. As equipes também realizam a abertura compulsória de locais fechados ou abandonados, pulverização de inseticidas com bombas costais em pontos estratégicos e nebulização com ultra baixo volume (UBV) em áreas abertas.

O agente de combate a endemias e técnico da gerência de controle de vetores, Wellington Tristão da Rocha explica que a atuação no bairro foi definida a partir do aumento nas notificações. “Nós identificamos que o Parque Amazônia apresentava números importantes de dengue e, a partir disso, organizamos um plano com várias frentes. A principal delas é a visita domiciliar, que permite identificar e eliminar focos diretamente nos imóveis”, afirma.
Segundo ele, o trabalho inclui ainda a aplicação de fumacê, atuação em pontos estratégicos e a abertura de imóveis abandonados, mas reforça que o contato direto com a população é essencial. “A visita domiciliar é o momento mais importante do nosso trabalho. É ali que conseguimos agir de forma efetiva, no momento em que a gente consegue interromper o ciclo do mosquito. E a população tem participado, permitindo a entrada das equipes”, destaca Wellington.

Durante as visitas, os agentes seguem um protocolo que começa pela inspeção das áreas externas. “A gente observa locais com água parada, como vasos de plantas, calhas, recipientes e estruturas abandonadas. Quando encontramos foco, fazemos a eliminação imediata ou aplicamos o tratamento com larvicida”, explica o agente de combate a endemias Túlio Saeta Reis.

A presença dos agentes também é vista como uma camada a mais de segurança pelos moradores. A dona de casa Maria Arruda acompanhou a vistoria em sua residência e defendeu a importância da ação. “Tem que deixar entrar, sim. Eles precisam olhar, porque se tiver foco de mosquito, eles resolvem. A gente tem que estar sempre cuidando”, diz.

Atenta à limpeza do próprio quintal, ela conta que evita qualquer acúmulo de água e redobra os cuidados no período chuvoso. “Eu fico observando sempre. Não deixo água parada, não. Mas eles vindo aqui é melhor ainda, porque ajudam a conferir se está tudo certo”, afirma.

Fotos: Joabe Mendonça

Legenda: Região já soma 132 casos confirmados de dengue em 2026. Em toda a capital, são 9.830 registros nas 13 primeiras semanas do ano

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia